Outubro Rosa · Inovacon

Um mês inteiro para lembrar do que não pode esperar

O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres no Brasil. Quando é encontrado cedo, o tratamento é mais simples e as chances são outras. Reunimos aqui, em linguagem direta, o que observar, o que reduz o risco e quando fazer o exame.

Conteúdo informativo, baseado em material público do INCA e do Ministério da Saúde.

78.610casos novos por ano

Estimativa do INCA para cada ano do triênio 2026–2028 no Brasil, só de câncer de mama feminina.

1ºlugar entre as mulheres

É o câncer mais incidente na população feminina, excluídos os de pele não melanoma.

28%poderiam ser evitados

Margem de redução estimada para o Brasil apenas com prevenção primária — peso, álcool, atividade física.

77,91por 100 mil, no Sul

Risco estimado na nossa região, acima da média nacional de 71,57 casos por 100 mil mulheres.

Por que uma contabilidade está falando disso?

Porque atrás de cada empresa que a gente atende existem pessoas — sócias, colaboradoras, mães, filhas. Cuidar de número é o nosso trabalho. Lembrar do exame é o mínimo que a gente pode fazer em outubro.

Sinais de alerta

O que levar ao serviço de saúde sem esperar

Qualquer um destes sinais merece avaliação, em qualquer idade — inclusive fora da faixa do rastreamento. Não é hora de esperar a próxima mamografia de rotina.

Caroço endurecido e fixo

Nódulo de consistência dura que não se move ao toque, em qualquer idade. Costuma ser indolor — o fato de não doer não significa que está tudo bem.

Saída de sangue pelo mamilo

Descarga com sangue por um dos mamilos, fora do período de amamentação.

Pele em casca de laranja

Pele da mama com aspecto de casca de laranja, ou ferida que não responde a pomadas.

Mama que cresce e incha

Aumento progressivo do tamanho da mama acompanhado de sinais de inchaço.

Mamilo que muda de forma

Mudança no formato do mamilo, como uma retração que aparece só de um lado.

Nos homens: caroço em uma das mamas

Tumoração palpável em apenas um lado. É raro, mas acontece — e por ser raro costuma demorar a ser investigado.

Prevenção

O que está na sua mão

Nem todo fator de risco pode ser mudado — idade e história familiar não se escolhem. Mas o INCA estima que 28% dos casos novos no Brasil poderiam ser evitados mexendo no que dá para mexer.

Manter o peso adequado

Excesso de peso e obesidade estão entre os fatores de risco com evidência mais sólida, principalmente depois da menopausa.

Praticar atividade física

Inatividade física é fator de risco reconhecido. Não precisa ser academia: precisa ser constante.

Evitar ou reduzir o álcool

A ingestão de bebida alcoólica é fator de risco com evidência consistente, e não há quantidade considerada segura.

Comer de verdade

Alimentação saudável faz parte do conjunto de medidas que reduzem o risco, junto com peso e atividade física.

Amamentar, se for possível

Amamentar protege, e a proteção cresce com o tempo de amamentação. Deve ser incentivada pelo maior tempo possível.

Conversar sobre reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal entra na lista de fatores modificáveis. A decisão é individual e se toma com o médico, não sozinha.

Mamografia

Quem faz, quando faz e de quanto em quanto tempo

A regra do SUS mudou em setembro de 2025: o rastreamento de rotina, que ia até os 69 anos, passou a ir até os 74. Muita gente — e muito site — ainda repete a faixa antiga.

50 a 74 anos

Rastreamento de rotina

É a faixa do rastreamento populacional no SUS, com mamografia a cada dois anos. Sem sintoma nenhum e sem pedido especial: é rotina, e é nessa faixa que o benefício do exame supera com folga os riscos.

40 a 49 anos

Acesso garantido a quem quiser

O SUS não restringe o acesso de quem está nessa faixa e quer fazer a mamografia, mesmo sem sinais ou sintomas. A recomendação é que a decisão venha depois de conversar com o profissional de saúde sobre riscos e benefícios.

Acima de 74

Também sem restrição de acesso

Fora da faixa do rastreamento de rotina, mas igualmente sem restrição para quem deseja fazer o exame, com o mesmo aconselhamento prévio.

Qualquer idade

Com sinal ou sintoma, é investigação

Se existe algum dos sinais da lista acima, não se trata de rastreamento: não há idade mínima nem calendário a cumprir. Procure a unidade de saúde.

Conhecer o próprio corpo

O autoexame saiu das recomendações — e isso é bom

No fim dos anos 1990, os estudos clínicos mostraram que ensinar a técnica do autoexame não reduzia a mortalidade por câncer de mama. O INCA deixou de recomendá-la como método.

A orientação que ficou no lugar é mais simples e mais eficaz: conhecer as próprias mamas. Olhar e sentir sempre que for confortável — no banho, na troca de roupa, em qualquer momento do dia — sem hora marcada, sem passo a passo decorado e sem transformar isso em tarefa.

O objetivo não é encontrar um nódulo: é perceber quando alguma coisa mudou. Percebeu mudança, leva ao serviço de saúde. Só isso.

Uma coisa não substitui a outraConhecer as próprias mamas ajuda a notar alterações, mas não encontra lesões pequenas demais para o toque. Quem está na faixa do rastreamento continua precisando da mamografia.
Mitos e verdades

O que a gente mais escuta por aí

Se não dói, não é nada.

O nódulo do câncer de mama costuma ser indolor. A ausência de dor não afasta nada — o que chama atenção é a consistência endurecida e o fato de ele não se mover.

Ninguém na minha família teve, então não preciso me preocupar.

A maior parte dos casos acontece em mulheres sem histórico familiar da doença. Ter o histórico aumenta o risco; não ter não protege ninguém.

Homem não tem câncer de mama.

Cerca de 1% dos casos ocorrem em homens. O sinal mais comum é um caroço palpável em uma das mamas.

Já fiz mamografia uma vez, está resolvido.

Rastreamento é rotina, não evento único. Dentro da faixa indicada, a recomendação é repetir a cada dois anos.

Sou jovem, câncer de mama é coisa de idosa.

O risco aumenta com a idade, e é por isso que o rastreamento de rotina começa aos 50. Mas um nódulo endurecido e fixo em mulher adulta merece avaliação em qualquer idade.

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Antes de fechar esta página

Este conteúdo é informativo e foi escrito a partir de material público do INCA e do Ministério da Saúde. Ele não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde. Se você notou alguma alteração nas mamas, procure uma unidade de saúde — não espere outubro do ano que vem.